Como o Longo COVID Pode Afetar o Ciclo Menstrual

Como a COVID longa afeta o ciclo menstrual?

A COVID longa é uma condição que afeta muitas pessoas que continuam a apresentar sintomas meses após a infecção inicial por COVID-19. Entre os sintomas relatados, muitos indivíduos notaram alterações em seus ciclos menstruais, o que levanta questões sobre a relação entre a COVID-19 e a saúde menstrual. Este artigo explora como a COVID longa pode impactar as menstruações e quais são as experiências de quem vive essa realidade.

O que é a COVID longa?

A COVID longa refere-se a um conjunto de sintomas que persistem por semanas ou meses após a recuperação da infecção inicial por COVID-19. Algumas pessoas podem experimentar sintomas como fadiga, dor de cabeça, febre e outros problemas de saúde, que podem durar meses. Embora a maioria dos pacientes se recupere em cerca de duas semanas, um número significativo de pessoas relata efeitos a longo prazo que afetam sua qualidade de vida.

Impacto nos ciclos menstruais

Pessoas afetadas pela COVID longa têm relatado mudanças significativas em seus ciclos menstruais. Entre as alterações mais comuns estão:

  • Ciclos irregulares: Muitos indivíduos notaram que seus períodos se tornaram irregulares ou imprevisíveis após a infecção.
  • Aumento de coágulos: Algumas mulheres relataram um aumento incomum na quantidade e no tamanho dos coágulos menstruais.
  • PMS exacerbada: Sintomas de tensão pré-menstrual (TPM) se tornaram mais intensos, causando maior desconforto antes do início do período.

Experiências de mulheres com COVID longa

Conversamos com várias mulheres que compartilharam suas experiências sobre como a COVID longa afetou seus ciclos menstruais. Uma delas, chamada Rose, mencionou que ficou sem menstruar por meses após contrair o vírus. “Minha menstruação parou completamente, e só voltei a ter períodos muito irregulares meses depois,” relatou.

Julia, outra participante, observou que seus ciclos se tornaram erráticos e mais prolongados. “Eu nunca tinha problemas com minha menstruação antes, mas desde a COVID, tudo mudou,” disse. Ela também notou que seus sintomas de COVID longa aumentavam antes do início do ciclo menstrual.

Qualidade de vida e saúde mental

As mudanças nos ciclos menstruais devido à COVID longa têm um impacto profundo na qualidade de vida das mulheres. Muitas relataram que a ansiedade e o estresse aumentaram, especialmente ao lidar com sintomas adicionais e as incertezas associadas à saúde menstrual. Jean, por exemplo, explicou que seus sintomas de TPM estão mais presentes e que isso a deixou emocionalmente mais sensível.

Além disso, a preocupação com os coágulos e a intensidade dos períodos causou ansiedade em várias mulheres. Louise descreveu como a preocupação com a saúde se tornou uma carga mental adicional, afetando seu bem-estar geral. “É difícil lidar com tudo isso, especialmente quando você não tem apoio médico adequado,” disse.

Falta de suporte médico

Um aspecto preocupante que emergiu das conversas foi a falta de apoio médico para aqueles que enfrentam a COVID longa e suas consequências menstruais. Muitas mulheres relataram que, ao buscar ajuda, não receberam as explicações e o tratamento que precisavam. Jean mencionou que seu ginecologista minimizou suas preocupações, atribuindo-as apenas ao estresse. Esse tipo de resposta é comum e pode levar as pacientes a se sentirem desacreditadas e desamparadas.

Bianca, uma das entrevistadas, destacou a dificuldade em encontrar um médico que levasse a sério suas preocupações. “Sinto que estou fazendo isso sozinha, e isso é muito frustrante,” ela compartilhou. A falta de um diagnóstico claro e o acesso a cuidados especializados são desafios significativos enfrentados por muitas mulheres que se recuperam da COVID-19.

Possíveis explicações médicas

Os especialistas ainda estão investigando as razões pelas quais a COVID-19 pode afetar o ciclo menstrual. Dr. Linda Fan, especialista em obstetrícia e ginecologia, explicou que o estresse pode causar irregularidades menstruais ao impactar o eixo hormonal. Além disso, há a possibilidade de que o coronavírus afete diretamente os órgãos reprodutivos femininos, embora as evidências ainda sejam limitadas.

Um estudo realizado com pessoas que tiveram COVID-19 indicou que cerca de 25% relataram alterações menstruais, mas a maioria dessas mudanças parece retornar ao normal após a recuperação dos sintomas de COVID-19. Isso sugere que, em muitos casos, as alterações menstruais podem ser temporárias e relacionadas ao estresse e à inflamação provocados pela infecção.

Conclusão

A COVID longa continua a ser uma condição complexa, e suas implicações para a saúde menstrual são uma área que requer mais pesquisa e atenção. É essencial que as mulheres que experimentam alterações menstruais após a infecção por COVID-19 busquem apoio médico e mantenham um registro de suas experiências. A conscientização e a pesquisa são fundamentais para garantir que as necessidades das mulheres sejam atendidas e que seu bem-estar seja priorizado.

Referências

Alguns estudos apontam para a relação entre infecções virais e alterações menstruais. É crucial que mais pesquisas sejam realizadas para entender melhor os efeitos a longo prazo da COVID-19 na saúde feminina.


Observação Importante: As informações aqui apresentadas não substituem a avaliação ou o acompanhamento profissional. Sempre consulte um médico ou especialista em saúde para orientações personalizadas.

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